terça-feira, 29 de março de 2011

A minha opinião sobre o filme Cidade de deus

Na minha opinião e um dos melhor filmes que ja vi posso nao ter muita experiência  no mundo do cinema mas este filme estas muito bem feito os efeitos de filme nao sao os melhor mas porque o filme e feito nos anos 60 e 70 mas o guião  sim estas muito bom porque  estam presente as drogas o crime as favelas um dos problemas do Brasil e muito lindo ver a praça ao pé da praia lindíssimo mas quando olhamos para traz e vemos as favelas o terror muitas vez alguma pessoas pobres esperam que as pessoas acabem de comer nos restaurantes para depois recolher os resto, da pena olhar para as pessoas pobres e viver nas favelas.No filme o bem ganha o mal mas as na vida real o mal ganha o bem, uma frase que ficou-me na cabeça foi "se ficar o bicho come se correr o bicho pega" adorei ver o filme porque com o filme tive noção da vida das favelas.Aconselho a ver o filme e depois de ver o filme vão olhar para as favelas de outra forma.


sábado, 26 de março de 2011

Texto critico do filme Cidade de Deus

Texto Critico
"Cidade de Deus" é um filme-marco não apenas pela discussão que suscita em torno de seus temas (favela, violência, juventude, drogas), mas por colocar em debate  de certo modo em crise, o próprio cinema brasileiro. Muitas das críticas que a fita de Fernando Meirelles e Katia Lund vem recebendo são legítimas. Do ponto de vista político, por exemplo, pode-se questionar a apresentação da favela como um espaço de violência fechado em si mesmo, como se a droga fosse produzida e consumida toda lá dentro e o resto da sociedade não tivesse nada a ver com o tráfico. Invertendo o dito popular, o filme parece dizer: "Eles são pretos, eles que se desentendam". Nesse sentido, o contraponto natural seria "O Invasor", de Beto Brant, cuja conclusão é: "Estamos todos no mesmo barco". Do ponto de vista sociológico, pode-se condenar -como a antropóloga Alba Zaluar- a proporção falsa entre negros e brancos na favela. Do ponto de vista moral, a exposição de crianças a situações de extrema brutalidade. Pode-se ainda criticar a adoção de fórmulas narrativas do filme de ação americano, destinadas a garantir a identificação do espectador com os bandidos "do bem", contra os "do mal". O que não se pode, porém, é dizer que se trata de um filme ruim, e muito menos rejeitá-lo em bloco sob o argumento de que estetiza a miséria, configurando uma "cosmética da fome". Esse rótulo foi um achado da pesquisadora Ivana Bentes para caracterizar uma leva de filmes edulcorados e publicitários que passeiam como turistas pelas mazelas sociais do país. Mas hoje a expressão tende mais a esconder do que a revelar os traços da produção cinematográfica recente."Cidade de Deus", a despeito de sua composição, digamos, "estilosa", tem pouco a ver com essa estética (ou cosmética). Visto sem antolhos, é um filme de vigor espantoso e de extrema competência narrativa. Seus grandes trunfos são o roteiro engenhosamente construído (sim, à maneira americana, sem gorduras nem pontos sem nó) e a consistência da "mise-en-scène". Não há, que eu me lembre, uma única cena frouxa ou malfeita em "Cidade de Deus", nem tampouco um diálogo que soe pobre ou artificial. Se existe alguma redundância e autocomplacência, ela está na narração em "off".A actuação do elenco como um todo eleva a interpretação cinematográfica no Brasil a um novo patamar. É a culminância de um processo iniciado em "Pixote" e que teve outro momento alto em "Bicho de Sete Cabeças". Nada a ver com teatro ou televisão. Nesse aspecto ocorre algo curioso. Ao constituir seu elenco com semi-amadores oriundos das favelas, Meirelles incorporou ao próprio modo de produção de "Cidade de Deus" algo que é cobrado do filme: a apresentação de alternativas positivas para os jovens das comunidades faveladas. Todas essas conquistas -sem falar da hábil assimilação de técnicas da publicidade e do videoclipe com propósitos narrativos essencialmente cinematográficos- correm o risco de ser obscurecidas por uma reação defensiva e ressentida, armada com o slogan "cosmética da fome"

Texto imformativo do filme Cidade de Deus

Sinopse do filme "Cidade de Deus", Fenando Meirelles (2002)
Buscapé, jovem negro, fotógrafo do Jornal do Brasil, morador da favela Cidade de Deus, narra a evolução desta favela do Rio de Janeiro, através da trajetória de Dadinho, depois Zé Pequeno e seus comparsas. Das origens na década de 1960, com o surgimento da primeira gang de assaltantes, até primórdios dos anos de 1980, onde o grande negócio é boca de fumo e narcotráfico, acompanhamos o desenvolvimento da marginalia da favela Cidade de Deus. Na ótica de Meirelles, crianças e jovens marginais são bandidos quase por natureza, jogados no mundo e destinados à morte (observe-se a construção da personalidade cruel e sádica de Zé Pequeno, desde criança). Por outro lado, é perceptível a ausência do Estado político, que só aparece para reprimir ou corromper. Apesar de estar no município do Rio de Janeiro, a favela Cidade de Deus é, em si, um pequeno mundo, mundo de barbárie, imerso num estado de natureza. É claro que é local de moradia de trabalhadores pobres da cidade do Rio de Janeiro (por exemplo, Mane Galinha era cobrador de ônibus). Mas o que o filme expõe é um universo infernal de dissolução social assolado pela pobreza. Por outro lado, são perceptíveis formas de sociabilização e de resistência cultural ainda que bastante precárias (por exemplo, em fins dos anos 1960, o entretenimentos para jovens, crianças e adolescentes da Cidade de Deus eram as peladas de futebol de areia e mergulho no riacho; com a expansão urbana degradada, no decorrer dos anos 1970, os únicos espaços de sociabilidade parecem ser os bailes populares). Na verdade, a sociabilidade se degrada na mesma medida da degradação do espaço urbano. O filme Cidade de Deus nos apresenta quase trinta de historia do Brasil, visto através do mundo da favela. É importante apreendermos a constituição do espaço de barbárie social pelo pelo próprio Estado capitalista periferico em crise estrutural. Na verdade, a favela torna-se gueto social, fértil para os negócios escusos da droga. O filme tende a apresentar cenas fortes da criminalidade nas favelas do Rio de Janeiro, verdadeira guerra civil, a neoguerrilha urbana dos anos 1980 até nossos dias. Embora evite apresentar o espetáculo da violência urbana, sua intensidade não deixa de impressionar e entreter o público, paralisando a reflexão critica sobre a crua realidade social brasileira. De qualquer modo, o filme possui interessantes detalhes que podem propiciar um longo (e primoroso) debate sobre a degradação social das metrópoles brasileiros nos últimos trinta anos.
Capa do filme